A Casa de Passagem, vinculada ao Departamento de Proteção Social Especial (Depse) da Secretaria de Assistência Social de Cabo Frio, realizou 941 atendimentos de janeiro a março deste ano. O equipamento é responsável pelo acolhimento provisório das pessoas em situação de rua e atua para auxiliar nos encaminhamentos necessários. Em 2018 foram quase quatro mil pessoas atendidas.  

“Os usuários não são obrigados a sair da rua e a Assistência Social não tem papel coercitivo, compulsório, para tirá-los da via pública. Nós oferecemos o acolhimento e a garantia dos direitos deles. Mas não podemos agir de forma que os obriguem a sair se eles não quiserem”, explicou Kathleen Teixeira, diretora do Depse, acrescentando que a função do trabalho de abordagem social é orientar os indivíduos em situação de rua.

Este ano, a Casa de Passagem realizou 175 acolhimentos; 433 atendimentos individualizados; recebeu 51 usuários somente para higienização e alimentação; realizou 143 encaminhamentos para a rede municipal; promoveu 21 retornos para casa; 43 retiradas de documentação; 17 aluguéis de imóveis; e 58 encaminhamentos ao mercado de trabalho.

O Depse conta com dois tipos de iniciativa para atender as pessoas em situação de rua: a Casa de Passagem e o Serviço Especializado de Abordagem Social, oferecido por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

Neste último, a equipe atua para identificar pessoas que vivem em situação de rua e encaminhar aqueles que desejarem para a Casa de Passagem. No local, eles são acolhidos, onde os casos são identificados e são oferecidos os encaminhamentos necessários. As ações são realizadas com base na deliberação da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) nº 56, de 22 de novembro de 2018, conforme artigo 2º.

Além de atuar na identificação de pessoas em situação de rua, a Abordagem Social também age para detectar incidência de trabalho infantil, exploração sexual de crianças e adolescentes entre outras demandas.

 

Homens são maioria entre os acolhidos em 2018

 

Um levantamento sobre as atividades da Casa da Passagem identificou o perfil das pessoas atendidas pela unidade. A maioria do público-alvo, 86%, é de homens, ou seja, 605 usuários, enquanto as mulheres representam apenas 14%. A faixa etária de maior incidência é entre 22 e 50 anos.

Quanto à escolaridade dos acolhidos, 249 tinham o ensino fundamental incompleto e a maior incidência na Casa de Passagem é de pessoas em situação de rua vindas de outros municípios do Estado do Rio e também de outros estados do país.

O tempo de permanência na rua chama atenção, já que 252 acolhidos buscaram o serviço da Casa de Passagem antes de completarem uma semana no município e 347 usuários acessaram o equipamento por demanda espontânea.

Importante salientar, que dentre todos os dados, a direção da Casa destaca o resultado positivo de 212 acolhidos, que retornaram para suas famílias, enquanto 178 pessoas retornaram para as ruas.

Outro dado relevante é que do total de 663 encaminhamentos realizados em diversas áreas, o reingresso ao mercado de trabalho lidera com 89 ocorrências.

 

Assistência SocialDestaque

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