Hospital da Mulher mantém título de “Amigo da Criança”

O Hospital da Mulher, em Cabo Frio, acaba de garantir o título de “Hospital Amigo da Criança”. A importante conquista foi anunciada pela Câmara Técnica da Secretaria Estadual de Saúde após visita às instalações na última semana. O título de “Hospital Amigo da Criança” foi idealizado em 1990 pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pelo UNICEF para promover, proteger e apoiar o aleitamento materno. Por isso é concedido somente às unidades de saúde que incentivam o aleitamento materno exclusivo até, pelo menos, o sexto mês de vida do recém-nascido.

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Para obter este título, no entanto, é necessário cumprir os chamados “10 passos para o sucesso do aleitamento materno”, um documento elaborado pela OMS, pela UNICEF e pelo Ministério da Saúde. A cada três anos os hospitais que já possuem o selo de “Amigo da Criança” são revisitados pelas Câmaras Técnicas da Secretaria Estadual de Saúde para ver se estas exigências estão sendo cumpridos à risca.


“Na visita técnica a equipe da Secretaria Estadual de Saúde passou um dia inteiro na unidade entrevistando pacientes, funcionários de diversas áreas e médicos. A avaliação foi muito positiva. Além da renovação do título, o hospital foi muito elogiado, principalmente no avanço notado desde a última visita. Por isso tudo, continuamos com o título”, afirmou a pediatra Simone Nogueira, que está na equipe do Hospital Municipal da Mulher desde a sua inauguração, e que participa diretamente deste projeto.


Dentre as medidas para a promoção do aleitamento materno estão a capacitação de todos os profissionais do hospital, não só os da área médica, como também recepcionistas e pessoal de serviços gerais, com treinamentos específicos de acordo com a função. Outra medida é que não se use chupeta nos recém-nascidos, para facilitar a amamentação. A postura da unidade é que as normas e rotinas a serem tomadas sejam obedecida, com os bebês sendo amamentados desde o nascimento até os seis meses de vida.


Para isso, o Hospital Municipal da Mulher conta com uma equipe multidisciplinar formada por enfermeiros, fonoaudiólogas, assistentes sociais e pediatras. Por meio desta equipe, há o treinamento dos demais funcionários,  que acontece na própria unidade, com pelo menos dois cursos por ano. Como, para manter o título, o hospital precisa manter a qualidade no atendimento, é necessário que todos os profissionais estejam capacitados para apoiar as mães no enfrentamento e esclarecimento de dúvidas que possam surgir em relação ao aleitamento.


“Muitas mães têm dificuldade para amamentar. Algumas não querem nem tentar na gravidez atual porque na anterior tiveram problemas de fissura da mama, ou desconforto dos bebês. Também há um componente cultural, alguns mitos que tentamos combater, ou até mesmo dúvidas sobre a melhor maneira de amamentar, tanto para elas quanto para os bebês. E quando elas não encontram essas respostas, acabam desistindo do leite materno como alimentação exclusiva do bebê. Com essas normas e rotinas do Hospital da Mulher, que são diferentes de uma unidade que não tem esse título de ‘Amigo da Criança’, ajudamos a promover o aleitamento materno, evitando o desmame antes dos seis meses de idade”, explicou a pediatra.


Ao se tornar um Hospital “Amigo da Criança”, a unidade vira referência no aleitamento materno. As mães podem retornar à unidade caso surja qualquer tipo de dificuldade. Existe, ainda, outro serviço, ligado ao Centro de Saúde Oswaldo Cruz (CSOC), que fica ao lado do Hospital da Mulher. Nele, quando as crianças recebem alta já vão para casa com uma revisão marcada e passam pela sala de amamentação. Tanto para obter informações e tirar dúvidas quanto para agendar a ida à sala de amamentação no CSOC, mães que passaram por hospitais particulares podem procurar o Hospital da Mulher.


A Iniciativa da OMS/UNICEF/Ministério da Saúde denomina de “Hospital Amigo da Criança” aquele que cumpre estes 10 passos:


1 – Ter uma política de aleitamento materno escrita que seja rotineiramente transmitida a toda equipe de cuidados de saúde;


2 – Capacitar toda a equipe de cuidados de saúde nas práticas necessárias para implementar esta política;


3 – Informar todas as gestantes sobre os benefícios e o manejo do aleitamento materno;


4 – Ajudar as mães a iniciar o aleitamento materno na primeira meia hora após o nascimento; conforme nova interpretação: colocar os bebês em contato pele a pele com suas mães, imediatamente após o parto, por pelo menos uma hora e orientar a mãe a identificar se o bebê mostra sinais de que está querendo ser amamentado, oferecendo ajuda se necessário;


5 – Mostrar às mães como amamentar e como manter a lactação mesmo se vierem a ser separadas dos filhos;


6 – Não oferecer a recém-nascidos bebida ou alimento que não seja o leite materno, a não ser que haja indicação médica e/ou de nutricionista;


7 – Praticar o alojamento conjunto – permitir que mães e recém-nascidos permaneçam juntos – 24 horas por dia;


8 – Incentivar o aleitamento materno sob livre demanda;


9 – Não oferecer bicos artificiais ou chupetas a recém-nascidos e lactentes;


10 – Promover a formação de grupos de apoio à amamentação e encaminhar as mães a esses grupos na alta da maternidade; conforme nova interpretação: encaminhar as mães a grupos ou outros serviços de apoio à amamentação, após a alta, e estimular a formação e a colaboração com esses grupos ou serviços.


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