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Campeonato de Canoas Havaianas vai colorir canal do Itajuru no domingo

Por em 07/04/2017
O Canal do Itajuru, em Cabo Frio, vai ganhar um colorido especial neste domingo (9) com a disputa do Campeonato Regional de Canoas Havaianas, classe OC-6. A largada e chegada das categorias acontecem no píer dos transatlânticos, no final da Avenida Assunção, no bairro Passagem, a partir das 8h30.

A competição deve reunir cerca de 200 remadores será disputada em quatro categorias: Mista Master, Mista Open, Open Feminino e Open Masculino.

A categoria Mista Master - que reúne competidores com média de 50 anos - é a primeira a largar. A Mista Open, que leva três homens e três mulheres de qualquer idade em cada canoa, faz a segunda disputa do dia. O Open Feminino, que reúne seis competidoras de qualquer idade em cada canoa é a terceira prova. A categoria Open Masculino, considerado o rally mais disputado da competição, onde cada canoa leva seis competidores de qualquer idade, encerra as competições.

Os competidores largam em direção ao Portinho, em seguida entram no Canal Palmer, dão a volta na Ilha do Anjo e retornam ao píer, um percurso de cerca de 8 km. O campeonato tem a direção técnica de um dos principais nomes da canoa havaiana da região, o canoísta e professor de educação física Alexandre Batista.

O canoísta tem 57 anos e é um apaixonado, não só pelo esporte, mas também pela filosofia dos povos que inventaram as canoas, consideradas “sagradas” há mais de três mil anos. “O que faz uma canoa navegar não é a força dos remadores, mas o espírito deles juntos”, afirma Alexandre, precursor do esporte em Cabo Frio.

Ele e Hugo Salles trouxeram a primeira canoa para a cidade em 2005. Carioca de Jacarepaguá, apaixonado pelo mar, Alexandre praticou surf e caiaque, mas foi a canoa havaiana que o levou a Honolulu, no Hawaí, com a primeira equipe de remadores cabo-frienses, a Cabo Frio Outrigger Club. A equipe disputou um campeonato no berço das “Wa’ha” e não decepcionou, conquistando a inédita 36ª colocação.

“As chamadas outriggers são consideradas as mais tradicionais, possuem aproximadamente 14 metros e 50 cm de largura, com três partes em comum: o casco, chamado Hull, o flutuador lateral, chamado Ama e os braços que ligam a canoa ao flutuador, chamado Iakos”, ensina Alexandre.

O canoísta enxerga algo “mágico” nas canoas. “A tradição, a vibração é diferente e se você entrar em sintonia com essa magia consegue vencer uma equipe mais forte”, acredita Alexandre, lembrando que o regional é um ensaio para a disputa mais importante do ano, o Aloha Spirit Festival, que acontece em junho na cidade junto com uma etapa do campeonato Brasileiro.

A Associação Cabo Frio Outrigger vai promover, entre os competidores, uma ‘Gincana de Limpeza da Prainha’, ao lado do píer dos transatlânticos, enquanto a direção das provas apura os tempos e as colocações de cada equipe para premiação.

O evento é organizado pela Associação Cabo Frio Outrigger Club, com apoio da Prefeitura de Cabo Frio, por meio das Secretarias de Turismo e de Esportes, além da Coordenadoria de Eventos e Guarda Marítima Ambiental.

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