Atletas cabo-frienses revelam sensação de participar do Aloha Spirit no mar de Cabo Frio

Por em 31/05/2017
Frio na barriga e a ansiedade são sentimentos comuns entre atletas, sejam iniciantes ou experientes. Soma-se a isso a expectativa de competir em casa, diante de amigos e familiares, em um dos maiores eventos de esportes aquáticos da América Latina: o Aloha Spirit, que acontece de sexta (02) a domingo (04) na Praia do Forte. Esse é o mix de sensações que definem os competidores Aparecida Mello, Dayone Rossi e o casal Américo Pinheiro e Lena Ribeiro. Eles não escondem o que têm em comum: o pódio em casa é a busca de um sonho.

Para a iniciante Aparecida Mello, 41 anos, que pratica canoa havaiana há nove meses e vai competir pela primeira vez na categoria OC2, além de todos os sentimentos que competir num evento de grande porte traz, o Aloha representa uma chance ímpar de aprendizado e de crescimento. Ao lado da parceira Patrícia, ela acredita que a competição será um grande desafio para ambas e credita ao professor Bruno Dias Nunes, da Canoa Molokai, a participação no Aloha.

“Essa é a segunda competição que participo e a Patrícia é uma grande parceira que a canoa me trouxe. Estamos nos superando a cada dia e temos planos de continuar treinando. Participar do Aloha é uma grande oportunidade de superação e nunca imaginei chegar tão longe, termos a oportunidade de estar perto dos nossos ídolos. São exemplos! O Bruno é nosso grande incentivador e responsável por estarmos nesse desafio. Vamos abraçar essa chance. E ano que vem, se Deus quiser, conquistar o Aloha”, contou Cida, que no início deste mês participou de sua primeira competição, o Campeonato Estadual de Canoa Havaiana OC6, em Macaé, conquistando a sétima colocação entre 23 competidores. As próximas etapas acontecem em Niterói e Cabo Frio, respectivamente.

Se por um lado Cida e Patrícia descobrem uma nova janela de experiências com a canoa, de outro a experiência da multicampeã nacional e internacional Dayone Rossi é um ponto a seu favor. Conhecedora do ‘mar de casa’, a atleta da equipe Mana Brasil na categoria OC6 afirma que nada se compara ao prazer de competir e de buscar um título em casa. E a animação se justifica, já que o Aloha será válido como a primeira etapa do Campeonato Brasileiro da categoria da Confederação Brasileira de VA’A (CBVAA).

“Competir em casa facilita e me dá prazer, já que remar onde treinamos é ótima opção, além de ser sensacional! Cabo Frio ainda tem o canal e o mar que nos faz ter duas raias de treino tão próximas e com condições tão diferentes. Então, a expectativa é a melhor possível por conta de ser no nosso mar. A minha equipe, Mana Brasil, tem títulos importantes, somos campeãs mundiais, mas o Brasileiro ser na sua casa, é maravilhoso! Nos dá empolgação”, revelou Dayone, que há quinze dias sagrou-se campeã brasileira master e vice-campeã brasileira Open no Campeonato Brasileiro Individual.


Adrenalina, títulos e amor ao esporte

Com cinco títulos brasileiros da categoria master de stand up race, sprint e maratona e também do próprio Aloha, Américo Pinheiro Jr, 44 anos, tem um motivo a mais para a adrenalina de competir em casa: além do amor ao esporte, a esposa Lena Ribeiro, atual campeã brasileira e maior representante do Brasil da categoria nas provas internacionais, também está na disputa por um pódio.

“Nessa edição do Aloha meu foco é a canoa OC6, onde participo junto com a equipe da Mana Brasil. Estou confiante na busca de uma vitória e até um pódio porque competir em casa é muito gratificante. Temos os amigos, a torcida, os familiares. Uma energia diferente. Além disso, ter um evento desse porte coloca toda a região em evidência, pois incentiva de forma competitiva e participativa à pratica esportiva. Estou muito feliz de um evento dessa grandeza ser realizado em Cabo Frio”, contou Lena, que já participou de várias edições do Aloha.

No entanto, este ano, não vai ter “briga” em casa para quem ficar em segundo lugar em seu segmento no stand up, já que Américo compete no Aloha na canoa OC1 e OC6 profissional e foi convidado pela organização do evento para ser o comentarista das provas de stand up. Para ele, conhecer a raia pode ser uma vantagem para os atletas cabo-frienses.

“Quando a gente faz um pódio em casa sempre é muito melhor. O local onde vai ser a prova é um lugar que conhecemos bastante, então vai ser muito interessante competir porque conhecemos os melhores caminhos. Além disso, ter o Aloha em casa vai deixar um bom legado porque pode ajudar a trazer mais adeptos ao esporte e quem sabe não apareçam mais grandes atletas”, avaliou o esportista.

Américo pode ser considerado um dos precursores da modalidade na Região dos Lagos. Acumula ainda na bagagem a terceira colocação na categoria master da Molokai Arrows, principal prova do mundo que acontece no Havaí, em percurso de 54 km em que apenas 300 atletas de todo o mundo são escolhidos para participar. O competidor figura ao lado de Lena, de Arraial do Cabo, e de Vinícious Martins, de Búzios, entre os maiores representantes da região no stand up nacional.