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Espécie quase extinta é identificada no Horto Municipal

Por em 11/09/2017
O Horto Municipal, que foi reaberto ao público na última quarta-feira (06), guarda uma espécie de planta quase extinta no Brasil: a Pavonea, que atualmente só é encontrada em áreas de proteção nos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

Durante as obras de revitalização do espaço, o olhar detalhista do coordenador de Projetos de Sustentabilidade da Coordenadoria do Meio Ambiente, Antonio Angelo, protegeu os dois únicos exemplares existentes em Cabo Frio. No trabalho de recuperar, reformar e limpar o Horto, retirando das alamedas as ervas daninhas e espécies invasoras da flora,
foram encontrados dois pés de Pavonea Alnifolia, da família Malvaceae, a mesma do algodoeiro, porém, praticamente extinta no Brasil.

“O que me chamou à atenção foi a coloração das flores, um pouco mais escuras que as do Algodoeiro. Resolvi pesquisar e descobri que era a Pavonea. Inclusive, encontrei a placa que identifica a espécie coberta pela terra e a recoloquei no local para protegê-las”, contou entre entusiasmado com a descoberta.

Após a identificação da espécie, o canteiro onde as duas árvores estão plantadas passou a receber um cuidado especial.



Trajetória

Após a descoberta, Antonio Angelo resolveu pesquisar como a Pavonea havia chegado até o Horto Municipal de Cabo Frio e conseguiu chegar à sua trajetória.

“As mudas foram doadas pela Tereza Kolontai, dona da área aonde fica a Reserva Tauá, em Búzios, um local muito bem conservado por ficar em uma área particular, e entregues ao José Henrique, que era o administrador do Horto Municipal na última gestão de Marquinho Mendes. Elas foram plantadas com todo o cuidado, mas, depois que mudou a administração municipal, parece que não houve a preocupação devida com os exemplares de uma espécie tão ameaçada”, explicou.

A Pavonea Alnifolia é uma espécie típica de Restingas e a intensa especulação imobiliária nos anos 70 a 90 do século passado, praticamente eliminou sua presença natural, principalmente no Estado do Rio de Janeiro, na Restinga de Massambaba. Atualmente, a planta está na “lista vermelha” das espécies ameaçadas de extinção e só há registros de suas presenças em áreas de proteção ambiental, em especial nas mais restritas à visitação pública, nos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

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