Meio Ambiente substitui vegetação invasora por espécies nativas no Morro do Telégrafo

Por em 08/11/2017
Agentes da Coordenadoria de Meio Ambiente da Secretaria do Desenvolvimento e guardas-parque do Parque Estadual da Costa do Sol passaram toda a terça-feira, 10, no Morro do Telégrafo, no centro de Cabo Frio, em uma grande operação de recuperação da área de vegetação nativa degradada.

SAIBA MAIS:

O trabalho consistiu em retirar uma espécie invasora, o capim colonião, substituindo por mudas de espécies nativas, como aroeira, pau-brasil, ipê, angico, sibipiruna e pau-formiga, em toda a extensão do fragmento de Mata Atlântica existente no local, de aproximadamente 12.300 metros quadrados.

O trabalho deve continuar no decorrer da semana, para que toda a extensão seja coberta pela nova vegetação. Segundo o ambientalista Antonio Angelo, o tempo nublado e as últimas chuvas, mesmo que fracas, ajudaram no trabalho.

“Com a terra mais macia, fica mais fácil remover o capim colonião, cujas raízes extensas impedem que as espécies nativas se desenvolvam. Essa espécie de capim é um invasor extremamente agressivo, que praticamente dizima as espécies mais próximas”, explicou.

Para o coordenador do Meio Ambiente, Eduardo Pimenta, cada centímetro de Mata Atlântica recuperado é importante para a volta do equilíbrio do ecossistema original de Cabo Frio.

“Antes, por aqui, a espécie dominante era o pau-brasil; hoje, são raríssimos exemplares. Devolvendo a vegetação original, estaremos trazendo de volta, também, a avifauna original e todo um equilíbrio ecológico que fez da região de Cabo Frio um lugar tão atrativo e rico em espécies animais e vegetais”, comemorou.

O secretário de Desenvolvimento, Cláudio Bastos, ressaltou outro aspecto da vegetação invasora e a importância de substituí-la por espécies nativas. "O capim colonião, quando seco, é extremamente combustível, o que vinha provocando uma série de queimadas no Morro do Telégrafo, trazendo prejuízos ao meio ambiente e aos moradores e comerciantes dos locais próximos. Com esse projeto, estamos diminuindo, também, o risco de incêndios florestais”, afirmou.

A iniciativa deve se estender por outros locais de proteção ambiental da cidade. As mudas utilizadas estão saindo produzidas no próprio Horto Municipal.