“Prédio do Hospital da Criança não funcionará como unidade hospitalar”, afirma secretário de Saúde

Durante entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (31), o secretário de Saúde Antônio Macabu, afirmou se tratar de uma “herança maldita” as péssimas condições em que encontrou a pasta que administra há apenas 14 dias. Os problemas vão desde unidades sucateadas, como é o caso do local onde funcionava o antigo Hospital da Criança e do Almoxarifado, até o encerramento iminente de contratos essenciais como alimentação, medicamentos e insumos básicos, que “não foram bem dimensionados pela gestão anterior”. A equipe da saúde avalia que destino será dado ao antigo prédio hospitalar e como será feito o fornecimento geral.

“Estudamos formas de abastecer o almoxarifado e as unidades de saúde, que no fim de semana estavam praticamente sem suprimentos. Mas conseguimos abastecê-las por uso de saldo restante de contratos anteriores ainda vigentes para que não fechassem. Avaliamos também a questão dos contratos, que devido aos trâmites burocráticos, não temos tempo hábil para renová-los e muitos não têm nem saldo. Quanto ao prédio onde funcionava o Hospital da Criança, estudamos dar algum um uso administrativo, mas ainda não temos um prazo para essas mudanças já que mesmo para esse fim seria necessário uma importante reforma no local. A equipe se debruça incansavelmente para encontrar soluções o mais rápido possível e que não onerem o caixa da Prefeitura”, informou o secretário.

Segundo ele, em relação ao abastecimento de insumos para toda a rede municipal de saúde como agulhas, luvas, seringas, gaze, álcool entre outros produtos, os contratos deveriam ter sido celebrados ou renovados há cerca de quatro meses. O mesmo se refere aos acordos referentes à manutenção das ambulâncias, que devido à precariedade não puderam ser utilizadas para transferir um paciente poli traumatizado no último fim de semana e o mesmo foi levado pelo helicóptero do Corpo dos Bombeiros. Sobre os contratos referentes à alimentação, esta semana haverá um encontro com a empresa para tratar das alternativas para manter o fornecimento.

Ainda de acordo com o secretário, apesar de ter sido informado durante a transição de que a pasta estava em ordem, não foi essa a realidade encontrada desde que assumiu no dia 18 de julho. O abandono foi comprovado pelas vistorias realizadas em três importantes setores: o ex-Hospital da Criança, o Almoxarifado e a UPA do Parque Burle. Macabu afirmou ainda que as visitas às unidades vão continuar. Em paralelo, estão sendo adotadas medidas para sanar os problemas mais urgentes como abastecimento, realocação de equipamentos em unidades entre outros.


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