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NOTA

Agentes da Guarda Marítima e Ambiental percorreram na manhã desta sexta-feira (29) todas as praias do município. Não foram encontrados fragmentos de óleo.

Na quinta-feira (28), foram coletados pequenos pedaços de óleo na área certificada pelo Programa Bandeira Azul, entre as praias do Peró e Conchas. O material foi entregue à Capitania dos Portos e será encaminhado para análise do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), órgão da Marinha do Brasil.

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, os fragmentos podem ser resíduos de um vazamento de óleo que ocorreu em abril e atingiu a região e que se desprenderam das pedras devido à ressaca que atinge o litoral.

A Prefeitura de Cabo Frio está tomando todas as providências necessárias e está de prontidão para que as praias não sofram danos causados pela contaminação por óleo bruto.

O monitoramento é feito diariamente por agentes da Secretaria de Meio Ambiente, Guarda Marítima e Ambiental e Comsercaf.
Representantes do Programa Bandeira Azul também fazem o monitoramento. Por se tratar de pequenos fragmentos, não há a possibilidade de contaminação. O trecho segue certificado.

De acordo com a coordenação do programa, se óleo atingir qualquer praia certificada, a bandeira deve ser baixada até que o local seja completamente limpo. A Bandeira Azul pode ficar sem ser hasteada por até 10 dias sem prejuízo para o restante da temporada.

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Prefeitura de Cabo Frio em alerta para chegada do óleo que atingiu praias nordestinas

A Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e da Guarda Marítima e Ambiental, está em alerta máximo para evitar que o petróleo que atingiu as praias do Nordeste do Brasil e do Espírito Santo chegue às praias da cidade. Segundo o Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas, a direção e intensidade das correntes marítimas e ventos na superfície do mar serão determinantes para a chegada do óleo ao Rio.

O governo do Estado criou um grupo de trabalho especial para a vigilância da costa fluminense. O objetivo é garantir uma pronta resposta em caso de o petróleo chegar ao Estado e a Prefeitura de Cabo Frio está inserida nessa união de forças. O grupo é coordenado pela secretária estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Ana Lúcia Santoro, e composto por técnicos da secretaria e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

Desde a segunda-feira (11), o Inea iniciou a capacitação dos 25 municípios costeiros do estado. Inicialmente, o foco será nos municípios do Noroeste Fluminense e Região dos Lagos e, na próxima semana, nos municípios da Região Metropolitana e do Sul Fluminense.
Em nota, o Inea afirmou que capacitou 80 pessoas, entre técnicos da Defesa Civil estadual, do Corpo de Bombeiros e do próprio órgão ambiental, além de militares do Exército para atuação em caso de surgimento de óleo na costa.

A Prefeitura de Cabo Frio tem cerca de 30 pessoas, entre agentes e guardas ambientais, além de pescadores da Colônia Z-4, que foram capacitadas pela Petrobras, em ação realizada em Arraial do Cabo, decorrente do vazamento de óleo em abril deste ano, do Campo de Marlim Leste, na Bacia de Campos, que atingiu praias de cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios.

“Essa capacitação fez parte de um acordo entre a Petrobras e os municípios atingidos pelo vazamento de Marlim Leste, e inclui, ainda, a doação de uma embarcação, equipamentos para a contenção e retirada do óleo no mar e na areia e equipamentos de proteção individual (EPIs) para as pessoas que vão realizar o trabalho. Na última sexta-feira (8), estivemos na sede da empresa, para cobrar a entrega desses materiais, que nos foi prometida entre 30 e 45 dias. Logo, não podemos contar com a chegada desse material, assim como não é garantido que o óleo chegue às nossas praias. Caso aconteça, estamos tomando todas as medidas preventivas ao nosso alcance”, afirmou o secretário de Meio Ambiente, Mario Flavio Moreira.

Óleo

O derramamento de petróleo na costa brasileira já atingiu 546 localidades, das quais apenas 226 foram registradas como limpas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) até esta quinta-feira (14).

Nesta semana, o desastre que começou no Nordeste se expandiu também para o Sudeste, atingindo praias no Espírito Santo. Ao menos 14 unidades de conservação foram afetadas, matando animais e prejudicando a economia da região.

Até esta quinta-feira (14), o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) havia registrado a presença de óleo em 546 locais de 112 municípios e dez estados do Nordeste e do Sudeste. É a maior área já afetada por um desastre do tipo, segundo o pesquisador e professor da Faculdade de Oceanografia da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) David Zee.
As primeiras manchas apareceram na Paraíba e em Sergipe no fim de agosto e depois se espalharam para os outros lugares. Em ao menos cem dos locais afetados, o óleo havia desaparecido na visita mais recente feita por técnicos.

O derramamento causou danos a ecossistemas da região. O Ibama registrou 135 animais atingidos, dos quais 95 morreram, e recolheu preventivamente mais de 3.400 filhotes de tartaruga da Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte. O ICMbio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) afirmou que 14 unidades de conservação federais foram afetadas.

Atividades que dependem do mar, como a pesca, também foram prejudicadas. O governo liberou o pagamento fora de época de seguro-defeso (benefício pago aos pescadores na época de reprodução dos peixes, em que a pesca fica proibida) aos trabalhadores das áreas atingidas. Estima-se que até 60 mil pessoas poderão reivindicar o dinheiro, o que representaria um custo de R$ 130 milhões.

Reunião com representantes da Petrobrás
Reunião com representantes da Petrobrás no Rio de Janeiro
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Prefeitura aciona equipes da Petrobras e do Inea após aparecimento de óleo na Praia do Peró

Equipes da Petrobras e do Inea que estão na região por conta do aparecimento de manchas de óleo no mar e nas areias das praias de Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo, foram acionadas na manhã deste sábado (13) pela Coordenadoria de Meio Ambiente da secretaria de Desenvolvimento, após a constatação do aparecimento de “pelotas” na Praia do Peró, inclusive na parte certificada pelo Programa Bandeira Azul.

Como a quantidade de manchas na areia era significativa, a coordenação do Bandeira Azul Praia do Peró achou por bem arriar a bandeira, até que a situação se normalize.

Agentes da Comsercaf também entraram em ação, auxiliando na limpeza, uma vez que o óleo continuou chegando à areia, impulsionado pela maré.

O incidente não impediu que turistas e moradores frequentassem normalmente a praia e não teve reflexos para quiosqueiros ou ambulantes.

“É óbvio que ficamos tristes e apreensivos com o incidente, mas o aparecimento de mais manchas nas praias já era esperado, uma vez que a Petrobras ainda não havia anunciado a contenção total do vazamento. Por mais que o óleo, no estado físico em que se encontra, não cause nenhum dano imediato, população deve evitar o contato e, caso o piche grude na pele, ele sai facilmente com óleo vegetal. Quanto aos danos ambientais, já firmamos acordo com a Petrobras para capacitação dos nossos agentes e a doação de equipamentos para que possamos nos adiantar e iniciarmos uma ação imediata em caso de novas manchas. É uma pena que nossa praia certificada esteja enfrentando esse problema, mas é um incidente que não foi causado por nós e o que podemos fazer é agir com prontidão, como fizemos hoje, para evitar danos maiores”, afirmou Mario Flavio Moreira, coordenador de Meio Ambiente da Secretaria de Desenvolvimento.

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Nota Oficial

A Prefeitura de Cabo Frio informa que, assim que foi percebida a presença de novas “pelotas” de óleo na areia, a equipe de apoio da Petrobras que se encontra na região foi acionada pela Coordenadoria de Meio Ambiente e já está no local realizando a limpeza, juntamente com servidores da Comsercaf. A Bandeira Azul foi retirada, até que tanto a areia quanto a água retomem as características de qualidade que conferiram à Praia do Peró a certificação internacional. Caso a limpeza termine antes do fim do dia, hoje mesmo a Bandeira Azul votará a ser hasteada.