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Vigilância em Saúde Ambiental elabora planejamento para o Castramóvel

Equipamento será utilizado na prevenção às zoonoses em humanos

A Vigilância em Saúde Ambiental, órgão da Secretaria de Saúde, está elaborando o planejamento para a utilização do Castramóvel. A coordenação atua na montagem das equipes e na aquisição de parte dos insumos necessários. A estimativa é de que o equipamento comece a funcionar em fevereiro. O objetivo é prevenir as zoonoses em humanos, além de realizar o controle dos animais de rua ou que são abandonados.

Atualmente, Cabo Frio possui cerca de 25 mil animais, entre cães e gatos, que estão vacinados e a utilização do Castramóvel seguirá as diretrizes do Programa de Castração Animal elaborado pelo Ministério da Saúde. A iniciativa federal prevê o combate da disseminação de zoonoses como esporotricose, sarna, leishmaniose, que são doenças infecciosas naturalmente transmitidas entre animais e seres humanos.

“O castramóvel é uma aquisição importante para o programa municipal e será mais uma ferramenta para o êxito do cumprimento das diretrizes do programa. O planejamento é para que em breve ele inicie a operação, inclusive no segundo distrito e, para isso, estamos trabalhando na montagem de um cronograma que atenda a cidade como um todo”, explicou a coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental, Andreia Nogueira.

Conforme a legislação em vigor, o equipamento é de uso exclusivo da Secretaria de Saúde, que recebeu o veículo legalmente apenas em dezembro. A unidade tem 8,5 metros de comprimento, 2,5 metros de largura e 2,80 metros de altura. De acordo com Andreia Nogueira, inicialmente o castramóvel vai atuar nas áreas com maior incidência das doenças citadas.

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Vigilância em Saúde Ambiental realiza ações de bloqueios de mosquitos em Cabo Frio

As condições meteorológicas influenciam diretamente no processo de proliferação de mosquitos. Fatores como chuva (quantidade de dias e volume), umidade e temperatura ditam  o aumento ou diminuição da população desses insetos em uma determinada região. Com as últimas chuvas em Cabo Frio, a Coordenadoria de Vigilância em Saúde Ambiental realiza ações de bloqueios desses mosquitos de forma mecânica e por meio do carro fumacê, principalmente para conter o Aedes aegypti, responsável por doenças como dengue, zika,  chikungunya e febre amarela.

O bloqueio mecânico é feito com visitas às residências pelas equipes de agentes de Controle de Endemias e de Combate a Vetores. O carro fumacê circula pelo município, abrangendo primeiro as áreas com maior índice de notificações, e faz a aspersão do inseticida recomendado pelo Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os bairros com maiores índices de proliferação de mosquitos são: Guarani, Praia do Siqueira, Palmeiras, Vila do Sol, Recanto das Dunas, Parque Burle, Braga, Manoel Correia, São Cristóvão, Jardim Excelsior, Portinho, Aquários e Santo Antônio.

Segundo a Coordenadoria, de 01 de janeiro a 27 de maio o município contabilizou 1102 notificações de dengue, sendo 37 confirmadas; 817 de chikungunya, dos quais 142 foram confirmadas; e duas notificações de zika, que não foram confirmadas.

A coordenadora da Vigilância em Saúde Ambiental, Andreia Nogueira, pede o apoio da população no combate aos mosquitos. “A comunidade colabora quando não deixa água parada, realiza limpeza de calhas de telhas, verifica atrás dos refrigeradores onde sempre há um reservatório de água, mantém garrafas viradas, olha sempre ralos que circulam água limpa e também reservatórios de águas dos animais de estimação, dentre outras medidas”.

Ainda segundo ela, através de coletas feitas com armadilhas, foi constatado que a espécie que se encontra em expressiva circulação na cidade atualmente é o Aedes albopictus. O mosquito, apesar de incômodo, não é transmissor de arboviroses.

“Certamente a presença dessa espécie se dá porque Cabo Frio é cercada por áreas de mata e de charcos. É um mosquito mais agressivo, mas não transmite doenças. A população deve continuar se protegendo usando repelente e mantendo os cuidados que impedem a formação de focos de reprodução”, concluiu a coordenadora.