Campanha contra pólio e sarampo quer vacinar mais de 10 mil crianças em Cabo Frio

Cabo Frio pretende vacinar 10.662 crianças contra a poliomielite e o sarampo a partir da próxima segunda (06), quando começa a Campanha Nacional de Vacinação. O número representa 95% do público-alvo, que são crianças de 1 a 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade. Para isso serão colocadas 13 unidades polo para atendimento, que vão funcionar das 8h às 17h. O Dia D será no sábado (18). É necessário levar a caderneta de vacinação da criança para tomar a dose.

“O Brasil tinha eliminado a poliomielite e o sarampo e, de repente, com a situação dos venezuelanos começou a ter casos de novo. A vacina é importante porque mantém o bloqueio quando situações como essas acontecem. Temos que vacinar para manter a cobertura alta. Em relação ao sarampo, importante destacar que é uma doença com potencial grave no universo infantil, podendo levar a óbito. Por isso a importância se focar nesta faixa etária de 1 ano até menores de 5 anos”, destacou o médico Beto Nogueira, superintendente de Saúde Coletiva de Cabo Frio.

O objetivo da campanha é manter a cobertura vacinal contra a poliomielite e o sarampo, já que há 20 anos Cabo Frio não apresenta nenhum caso das duas doenças. As unidades polo para vacinação serão o Centro de Saúde Oswaldo Cruz (CSOC); os Esf’s Manoel Corrêa, Jardim Caiçara, Itajuru, Jacaré, Tangará, Boca do Mato; UBS da Praia do Siqueira; Hospital do Jardim; PS de Unamar; PAM de Santo Antônio, Esf Florestinha e Angelim.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS) foram adquiridas 28,3 milhões de doses, ao custo de R$ 160,7 milhões, que abrangem a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), a Vacina Oral Poliomielite (VOP) e a tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba.

Poliomielite e sarampo no Brasil

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil está livre da poliomielite desde 1990 e recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a certificação de eliminação da circulação do vírus da doença em 1994. O mesmo documento foi conferido ao país em 2016 em relação ao sarampo, mas, este ano, a nação voltou a registrar surtos em Roraima e no Amazonas. Até 25 de julho, foram confirmados 822 casos nos dois estados. Também houve registro de sarampo no Rio de Janeiro (14); Rio Grande do Sul (13); Pará (2), Rondônia (1) e São Paulo (1).

Em relação a paralisia infantil, a vacinação trata-se de uma precaução, já que 312 cidades estão abaixo da meta estipulada pelo MS para controle da doença no que se refere às crianças até 1 ano. O controle só é garantido quando ao menos 95% das crianças em cada faixa etária são vacinadas.

Para a poliomielite, as crianças que não tomaram nenhuma dose durante a vida receberão a VIP. Os menores de 5 anos que já tiverem tomado uma ou mais doses da vacina receberão a VOP, a gotinha. Em relação ao sarampo, todas as crianças receberão uma dose da vacina tríplice viral, independentemente da situação vacinal, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

SOBRE A POLIOMIELITE

Fonte: Fiocruz

O que é

É uma doença infecto-contagiosa aguda, causada por um vírus que vive no intestino, denominado poliovírus. Ocorre com maior frequência em crianças menores de quatro anos, mas também pode ocorrer em adultos. O período de incubação da doença varia de dois a trinta dias sendo, em geral, de sete a doze dias.

Sintomas

A maior parte das infecções apresenta poucos ou nenhum sintoma e estes são parecidos com os de outras doenças virais ou semelhantes às infecções respiratórias como gripe – febre e dor de garganta – ou infecções gastrintestinais como náusea, vômito, constipação (prisão de ventre), dor abdominal e, raramente, diarréia.

Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte. Em geral, a paralisia se manifesta nos membros inferiores de forma assimétrica, ou seja, ocorre apenas em um dos membros. As principais características são a perda da força muscular e dos reflexos, com manutenção da sensibilidade no membro atingido.

Como transmite

A transmissão do vírus se dá através da boca, com material contaminado com fezes (contato fecal-oral), o que é crítico quando as condições sanitárias e de higiene são inadequadas. Crianças mais novas, que ainda não adquiriram completamente hábitos de higiene, correm maior risco de contrair a doença.

O poliovírus também pode ser disseminado por contaminação da água e de alimentos por fezes. A doença também pode ser transmitida pela forma oral-oral, através de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar. O vírus se multiplica, inicialmente, nos locais por onde ele entra no organismo (boca, garganta e intestinos).

Em seguida, vai para a corrente sanguínea e pode chegar até o sistema nervoso, dependendo da pessoa infectada. Desenvolvendo ou não sintomas, o indivíduo infectado elimina o vírus nas fezes, que pode ser adquirido por outras pessoas por via oral. A transmissão ocorre com mais frequência a partir de indivíduos sem sintomas.

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SOBRE O SARAMPO

Fonte: Ministério da Saúde

O que é

É uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave. Pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade da doença, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. Em algumas partes do mundo, a doença é uma das principais causas de morbimortalidade entre crianças menores de 5 anos de idade.

Sintomas

Os principais sinais são febre alta, acima de 38,5°C; dor de cabeça; manchas vermelhas que surgem primeiro no rosto e atrás das orelhas e, em seguida, se espalham pelo corpo; tosse; coriza; conjuntivite; manchas brancas que aparecem na mucosa bucal, conhecida como sinal de koplik, e que antecede de 1 a 2 dias antes do aparecimento das manchas vermelhas.

Como transmite

De forma direta por meio de secreções expelidas ao falar, respirar, tossir, espirrar. É extremamente contagiosa, mas pode ser prevenida pela vacina. A transmissão ocorre de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento do exantema. O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início do exantema. O vírus vacinal não é transmissível.

O sarampo afeta, igualmente, ambos os sexos. A incidência, a evolução clínica e a letalidade são influenciadas pelas condições socioeconômicas, nutricionais, imunitárias e àquelas que favorecem a aglomeração em lugares públicos e em pequenas residências.

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