Prefeitura de Cabo Frio promove roda de conversa sobre a saúde da população LGBTI+

Evento aberto vai debater a criação do ambulatório de Atenção Básica da População Travesti e Transexual no município

A Prefeitura de Cabo Frio vai realizar, na quinta-feira (16), às 14h, a I Roda de Conversa Ampliada sobre saúde da população LGBTI+. O evento, aberto ao público, acontece na Casa de Cultura José de Dome, o Charitas, no centro.

Promovido pela Secretaria de Saúde em parceria com a superintendência de Políticas Públicas LGBTI+, a conversa terá como tema a criação do ambulatório de Atenção Básica da População Travesti e Transexual no município.

A iniciativa é o primeiro passo para implantação de mais uma ação da Secretaria de Saúde para a promoção dos direitos básicos de cada cidadão cabo-friense aos serviços na rede pública

“Em 2011, o Ministério da Saúde lançou a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. O documento apresenta diretrizes e objetivos para que esse público seja melhor atendido na rede pública de saúde. A ampliação do acesso a essa população aos serviços de saúde do SUS passa pelo respeito ao nome social e pelo enfrentamento à discriminação por orientação sexual e identidade de gênero”, explica a superintendente de Gestão da Secretaria de Saúde, Alexandra Gomes.

A equipe da superintendência de Políticas Públicas LGBTI+ irá auxiliar com apoio aos casos mais complexos junto à equipe técnica do ambulatório, e servirá também como mais uma porta de entrada para os usuários.

“O ambulatório virá em ótima hora, quando a procura por saúde especializada para a população LGBTI+ tem sido uma crescente em todo o país. Ter um espaço de acolhimento criado para atender às pessoas trans ou com identidade de gênero diferente do sexo biológico, com a prestação de saúde de forma humanizada, respeitando a individualidade dessas pessoas é essencial. A garantia de acesso ao tratamento gratuito com psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, e médicos preparados para identificar e fazer a escuta desses pacientes os acolhendo da forma correta será de grande valor para legitimar e garantir direitos a uma população que frequentemente é marginalizada pela sociedade”, diz Pedro Rosa, superintendente de Políticas Públicas LGBTI+  .

De acordo com o secretário de Saúde, Felipe Fernandes, o debate é para que o projeto de implantação do laboratório ocorra de forma colaborativa e participativa, identificando as principais necessidades do público alvo.

“A iniciativa reforça os passos que temos dado em prol da reestruturação da Atenção Básica e uma saúde de fácil acesso para a população, que temos feito desde o início da gestão. Nesse encontro vamos fazer uma análise situacional, escutando a população para construirmos juntos uma saúde pública de qualidade. Além disso, ao reconhecer a necessidade de uma demanda legitimamos as suas necessidades e especificidades, promovendo ainda a luta contra o preconceito”, diz Felipe Fernandes.

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