Equipe da Prefeitura de Cabo Frio visita ambulatório de atenção à saúde da população transexual de Niterói

Objetivo foi conhecer de perto do trabalho para implantá-lo na cidade

Uma equipe da Prefeitura de Cabo Frio esteve em Niterói, nesta semana, para conhecer de perto o ambulatório João Walter Nery, especializado na atenção da população transexual. A visita aconteceu na quarta-feira (7), com membros da Superintendência LGBTI+ da Prefeitura de Cabo Frio, que está criando um grupo de trabalho multidisciplinar para o desenvolvimento de um ambulatório trans também na cidade.

Segundo o superintendente de Políticas LGBTI+, Pedro Rosa, durante a visita foi possível se aprofundar nos processos de trabalho do ambulatório João Walter Nery, de forma a estudar a implantação de um espaço para atenção especializada e humanizada em Cabo Frio.

“Nós temos identificado, através da Superintendência, que um grande número de pessoas têm procurado este tipo de atendimento em outros municípios, como Niterói. Por isso, fomos conhecer de perto esta experiência para tentarmos implantar aqui, em Cabo Frio”, explicou Pedro Rosa.

Ao final da visita, o superintendente de Políticas LGBTI+ de Cabo Frio solicitou ao administrador do Hospital, Marcelo Prata, um levantamento com o número de atendimentos aos residentes de Cabo Frio no ambulatório.

“Pensar em um ambulatório trans para o município é pensar uma nova forma de ingresso no Sistema Único de Saúde para travestis e transexuais que historicamente sofrem com a discriminação e a invisibilidade frente às Políticas Públicas,” explicou Pedro Rosa.

O superintendente também anunciou que já foi criado um grupo de trabalho multidisciplinar para compor a equipe que desenvolverá o projeto em Cabo Frio. Fazem parte um representante de movimentos sociais, um psicólogo do Centro de Atendimento Psicossocial, um representante do Hospital Dia e um representante da Secretaria de Assistência Social.

O assessor especial Adriano Brisola, que compõe o grupo de trabalho representando a Assistência Social, reforçou a importância de um grupo multidisciplinar no desenvolvimento do projeto.

“Este é um projeto a ser desenvolvido pelo governo de forma integrada, e juntos vamos desempenhar um papel imprescindível. Ainda vemos muitos casos de violência psicológica e física contra a população LGBTI+, principalmente entre os socialmente mais vulneráveis. E os Centros de Referência e Assistência Social são a porta de entrada dessas pessoas”, explicou.

Além de Pedro Rosa e Adriano Brisola, também participaram da visita ao ambulatório João Walter Nery, em Niterói, o diretor administrativo do Hospital Dia, Marcelo Domingues, o psicólogo Maycon Pereira, e a superintendente da Saúde Mental, Renata Figueiredo.

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