Prefeitura participa de audiência pública para abertura de CPI de Despoluição da Laguna de Araruama

Coordenador de Meio Ambiente participou do evento na Câmara

Convocada pela vereadora Letícia Jotha (PSC) e aprovada em plenário, foi realizada, no início da noite desta quarta-feira (27) a audiência pública para a abertura da CPI da Despoluição da Laguna de Araruama, com a participação de diversos segmentos da sociedade.  A Prefeitura de Cabo Frio foi representada pelo coordenador de Meio Ambiente, Mario Flavio Moreira.

Participaram da audiência representantes da Prolagos, da Colônia de Pesca Z4, da Guarda Marítima e Ambiental, da Associação de Moradores da Praia do Siqueira, professores e um grupo de acadêmicos e ambientalistas convocado pela vereadora Letícia Jotha para apresentar propostas de soluções e analisar as intervenções feitas, até agora, pela concessionária de água e esgoto com intenção de minimizar os episódios de transbordamento de esgoto in natura para a laguna, principalmente pelas comportas da Estação de Tratamento de Esgoto – ETE – da Praia do Siqueira.

Os pescadores fizeram relatos de mortandade e diminuição da quantidade de peixe e camarão e da dificuldade de comercializar o pescado a partir da repercussão dos episódios de vazamento de esgoto.

Já o coordenador de Meio Ambiente da secretaria de Desenvolvimento, Mario Flavio Moreira, cobrou da concessionária que seja mais criteriosa quanto à necessidade de abertura das comportas da ETE da Praia do Siqueira e que assuma parte da manutenção da rede de águas pluviais, pertencentes ao município, mas utilizadas para o escoamento do esgoto.

“Temos que entender que o sistema de tratamento de esgoto de “tempo seco” é o que temos hoje.  Da mesma forma, a transição para o sistema de rede separativa tem que ser mais acelerada. É utopia imaginar que se conseguirá isso a curto prazo, portanto, é preciso haver um critério maior quanto à necessidade de abertura das comportas.  A rede de águas pluviais acumula lodo e sujeira o ano todo. Quando vêm as chuvas fortes, todo esse material acumulado acaba indo parar na laguna por conta da abertura das comportas. Se a concessionária se juntar ao município na limpeza e manutenção da rede de águas pluviais, quando ocorrerem chuvas fortes haverá menos sujeira acumulada, logo, menos material impróprio irá parar na laguna”, finalizou.

A concessionária chegou a alegar não estar ciente do assunto proposto pela vereadora, que não sabia se tratar de uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito –, mas se prontificou a dar as respostas necessárias via ofício.

 

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