Vigilância em Saúde Ambiental e Funsag realizam mutirão contra o Aedes Aegypti em São Jacinto

13/04/2018

O Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental de Cabo Frio vai realizar um mutirão contra o mosquito Aedes aegypti, em São Jacinto, em parceria com a ONG Fundação Santo Agostinho (Funsag), que mantém o projeto social “Turma do Sítio”. A ação acontecerá nesta terça e quarta (dias 17 e 18).

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Serão dois dias de atividades, tanto na sede da ONG, com crianças e profissionais da fundação promovendo um trabalho educativo, quanto em campo, visitando residências com ação de combate e prevenção ao mosquito transmissor da dengue, da zika, da chikungunya e da febre amarela (DZCF). De acordo com Andreia Nogueira, coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental, sem a participação ativa da população no combate e, principalmente, na prevenção, as doenças podem aparecer.

“A atuação de toda a sociedade deve ser constante. Não podemos esmorecer porque cada vez mais o mosquito vem transmitindo várias doenças. Os cuidados de cada um com limpeza e higiene nas casas e nos bairros são fundamentais para evitarmos que as doenças surjam. No caso de ações específicas como essa, de São Jacinto, nosso objetivo é formar agentes mirins de combate a essas endemias”, explicou a coordenadora.

A Funsag é uma ONG que, baseada  nos conceitos de inclusão-cidadania-esperança-ecologia, oferece desde cursos profissionalizantes até aulas de reforço e outras atividades para crianças e adolescentes.

Além desta ação com a Funsag, o Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental de Cabo Frio vem promovendo ações constantes em vários bairros da cidade, inclusive com apoio da Comsercaf no recolhimento de pneus.

SOBRE O AEDES
Fonte: Secretaria de Estado de Saúde

O mosquito transmite o grupo de doenças conhecidas pela sigla DZCF (iniciais da dengue, zika, da chikungunya e febre amarela). Ele é menor que os demais mosquitos, e preto com listras brancas no tronco, na cabeça e nas pernas. O macho, como de qualquer espécie, alimenta-se exclusivamente de frutas. A fêmea, no entanto, necessita de sangue para o amadurecimento dos ovos.

Os ovos são depositados separadamente nas paredes internas dos objetos, próximos a superfícies de água limpa, local que lhes oferece melhores condições de sobrevivência. No momento da postura são brancos, mas logo se tornam negros e brilhantes.

Em média, cada mosquito vive em torno de 30 dias e a fêmea chega a colocar entre 150 e 200 ovos. Se forem postos por uma fêmea contaminada pelo vírus da dengue, ao completarem seu ciclo evolutivo, transmitirão a doença.

O Aedes aegypti deposita seus ovos em recipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armazenar água. O mosquito pode procurar ainda criadouros naturais, como bromélias, bambus e buracos em árvores.