Projeto Parentalidade Positiva chega à Escola Municipal Américo Vespúcio


A Escola Municipal Américo Vespúcio, no Parque Burle, recebeu nesta terça-feira (30) mais uma etapa do projeto Parentalidade Positiva, da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), por meio da Coordenadoria da Criança e Adolescente (Cogecria). Alunos dos dois turnos da unidade assistiram a palestras sobre automutilação, suicídio, drogas, depressão e gravidez precoce. O projeto já passou pelas escolas Nilo Batista, em Campos Novos, e Edilson Duarte, no Jardim Caiçara. O projeto Parentalidade Positiva tem a participação de profissionais da rede municipal de Educação e de uma equipe da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

De acordo com a Adriana Garcia Nunes, coordenadora geral da Cogecria, o tema escolhido para a ocasião foi relevante para o objetivo específico do projeto: “Na escola Américo Vespúcio, trabalhamos com o princípio de que pai e mãe positivos cuidam, capacitam, guiam e estabelecem os limites para uma educação saudável, livre de sentimentos, como a ambivalência, o medo e a insegurança. O tema proposto ‘Gravidez precoce e uso abusivo de drogas’, representa uma realidade preocupante, vivenciada no âmbito da unidade. É importante conscientizar que se cuidarmos de nossas crianças e adolescentes estaremos contribuindo para formação futura de pais positivos” prevê a coordenadora.

As oficinas contaram com a participação ativa de 620 alunos, em dois turnos. A demanda apresentada pela escola foi provocada durante toda a semana, através de questionários estruturados pelos próprios alunos. O sigilo das questões foi mantido, por exigência dos estudantes. As perguntas foram depositadas em caixas, divididas por cores, representando os temas, drogas e gravidez precoce, sem necessidade de identificação. As caixas foram abertas somente no evento. As principais dúvidas levantadas foram a respeito do uso de drogas, principalmente a maconha; suas consequências no desenvolvimento das potencialidades e o status do adolescente (o uso da maconha como um mecanismo de aceitação no grupo de iguais).

Em relação à gravidez precoce, a preocupação foi em torno dos métodos de prevenção, da iminência de interrupção da etapa do ciclo de vida da adolescência, em que o adolescente se torna pai e mãe sem as capacidades necessárias para o exercício da parentalidade, como também, os riscos paralelos, tais como, doenças sexualmente transmissíveis e consequências de um aborto.

A dinâmica aconteceu num processo interativo entre alunos, professores e os profissionais da rede de apoio ao projeto. O tema sobre drogas foi dirigido pelo Programa de Prevenção às Drogas, coordenado por Marcos Moraes e sua equipe composta por Roberto Antonio da Rocha Silva e José Júlio Barreto.

O tema ‘Gravidez Precoce’ foi dirigido pela Assistente Social, Rosi Winter, representando a Coordenadoria da Criança e Adolescente (Cogecria); Denise Amancio, advogada, representando a OAB;  e Edmilce Cruz Maciel, assistente social, representando a Coordenadoria Geral dos Direitos da Mulher (Cogedim).

O próximo passo será a reunião de toda equipe de intervenção para uma avaliação do evento e discussão das necessidades de outras intervenções previstas para esta escola. A próxima ação do projeto está prevista para início de dezembro na Escola Municipal Talita Pereló, no Jardim Esperança, tendo como público-alvo os familiares dos alunos. O tema será “Os desafios de educar os filhos na contemporaneidade”.

 

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